Terça-feira, 26 de Julho de 2005

"Eu Prefiro ir à Praia a ir à Tourada!" Foi Um Sucesso na Póvoa de Varzim

Activistas da ANIMAL, da PETA e da Advocates for Animals protestaram, em biquíni, fato de banho e em roupa de praia, em frente à Praça de Touros da Póvoa de Varzim, dizendo “Eu Prefiro ir à Praia a ir à Tourada!”


VEJA AS FOTOS http://foruns.pelosanimais.org/viewtopic.php?t=539


Acção de protesto contra a Corrida da Casa de Pessoal da RTP Norte e contra as touradas na Póvoa de Varzim captou a atenção de muitas centenas de pessoas na Póvoa de Varzim e apontou alternativas não cruéis, como ir à praia, à opção inaceitável de assistir a um espectáculo de tortura pública de animais


 


Diante de uma praça de touros que estava prestes a receber alguns milhares de pessoas para assistirem à perseguição e tortura de animais como espectáculo na Póvoa de Varzim e diante de um corpo de elementos da PSP com uma atitude nervosa, setenta activistas da ANIMAL, da PETA e da Advocates for Animals gritaram firmemente “Cultura, SIM, Tortura, NÃO!” ou “Sofrimento NÃO é Divertimento”, entre outras mensagens, enquanto seguravam sinais, cartazes e toalhas com as mesmas mensagens inscritas e com o slogan central da manifestação: “Eu Prefiro ir à Praia a ir à Tourada!”.


Durante mais de 45 minutos, as/os setenta activistas, de biquíni, fato de banho e roupa de praia, assinalaram este protesto contra as touradas e, em particular, contra as touradas na Póvoa de Varzim. Seis das/os activistas chegaram mesmo a deitar-se em toalhas de praia – de frente para a Praça de Touros da Póvoa de Varzim e para as centenas de apoiantes das touradas que, do lado de lá, iam gritando insultos, incomodados com os protestos –, simulando estarem a tomar banhos de sol, como na praia, justamente no contexto da mensagem central da acção. Enquanto os aficcionados das touradas gritavam desesperadamente contra as/os activistas, muitas outras pessoas do público olhavam com curiosidade e atenção para as/os manifestantes e para os cartazes que estes seguravam. Dali, as/os activistas desfilaram em direcção à praia, situada a cerca de 200 metros da praça de touros, sempre mantendo as suas palavras de ordem. Assim que saíram das imediações da praça de touros, e no caminho para a praia, as/os activistas iam recebendo aplausos das pessoas locais, desde as esplanadas às ruas por que passavam. Algumas pessoas chegaram mesmo a juntar-se ao desfile, enquanto outras acompanhavam os dizeres contra as touradas. Já na praia, a concentração de pessoas nesta manifestação chegou a perto de noventa pessoas.


Esta manifestação foi o primeiro passo definitivo para conseguir que a Póvoa de Varzim se torne uma cidade anti-taurina e para conseguir que a RTP termine o seu vergonhoso envolvimento na organização e exibição televisiva de touradas. Esta manifestação foi noticiada pela SIC, pelo “Público”, pelo “Jornal de Notícias” e pelo “Primeiro de Janeiro”, assim como por algumas rádios locais. É possível ler algumas destas notícias online em:


(“Jornal de Notícias”) http://jn.sapo.pt/2005/07/25/grande_porto/despidos_contra_touradas.html


(“Jornal de Notícias”, novamente) http://jn.sapo.pt/2005/07/25/grande_porto/grupos_estrangeiros_presentes.html


(“O Primeiro de Janeiro”) http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=af68a05c29243657e89b0da6812f9202


(“Público”) http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2005&m=07&d=25&uid=&id=31912&sid=3515


(“Público”, novamente) http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2005&m=07&d=25&uid=&id=31913&sid=3515


 


Para ver várias fotografias da manifestação “Eu Prefiro ir à Praia a ir à Tourada!”, por favor clique aqui.


Por favor, escreva uma carta / fax / e-mail ao Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e peça-lhe que declare a Póvoa de Varzim uma Cidade Anti-Taurina e que converta a actual Praça de Touros da Póvoa de Varzim num centro de artes e espectáculos sem crueldade contra animais.


A Póvoa de Varzim é o último pólo de resistência das touradas no Norte do país e, enquanto reduto da tauromaquia, está cada vez mais fraco e menos expressivo, fruto do desinteresse do público e da forte e crescente condenação pública das touradas como espectáculos cruéis, que se tem feito sentir cada vez mais com o passar dos tempos. Mesmo na Póvoa de Varzim as touradas têm vindo a perder importância, frequência e público ao longo dos anos, sendo ultimamente apenas organizada uma ou duas touradas, uma garraiada e um rodeio por ano, nesta praça. A perseguição e violentação de animais neste edifício – que facilmente poderia ser convertido num espaço para espectáculos de música e outros eventos culturais nas estações da Primavera e Verão – torna uma cidade bonita numa cidade manchada pelo sangue destes animais e pelas suas expressões de dor, de agonia e de pânico.


Porque o fim das touradas deve acontecer, nomeadamente na Póvoa de Varzim, e porque, para que aconteça, é preciso que todos nos manifestemos nesse sentido, por favor escreva uma carta, um fax ou um e-mail ao Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, pedindo-lhe que declare a Póvoa de Varzim Cidade Anti-Taurina e que converta a Praça de Touros da Póvoa de Varzim num centro de espectáculos de arte, cultura e entretenimento sem crueldade contra animais.


Câmara Municipal da Póvoa de Varzim


Praça do Almada | 4490-438 Póvoa de Varzim


E-mail: geral@cm-pvarzim.pt | Fax: 252 090 010


Exm.º Senhor Dr. José Macedo Vieira


Digníssimo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim:


Excelência,


Tendo em consideração que a Póvoa de Varzim é uma cidade tão bonita, com tantas ofertas culturais e de lazer diferentes e tão interessantes, com uma longa extensão de excelentes praias acompanhadas por uma avenida marginal tão ordenada e apreciável, não consigo compreender como pode uma cidade destas ter uma praça de touros onde animais são barbaramente torturados em nome do entretenimento e de uma tradição cruel e ultrapassada cuja manutenção é completamente indefensável.


Tendo visto tantas imagens desta cidade que fazem com que a vontade de a visitar frequentemente seja imensa, devo, contudo, dizer que a praça de touros que esta cidade tem – sobretudo porque continua activa, embora com pouca actividade – faz, por aquilo que representa, com que a minha vontade de ir à Póvoa de Varzim se resuma, para já, a uma visita de protesto contra a praça de touros e contra o que nesta arena acontece aos animais. A actividade desta praça de touros envergonha a Póvoa de Varzim, que é uma cidade bonita e interessante demais, para ficar manchada com o sangue e o sofrimento de animais que são vítimas deste espectáculo arcaico que é a tourada. As touradas, garraiadas ou rodeios que aconteçam nesta são, além de eticamente chocantes e absolutamente condenáveis, a pior publicidade que uma cidade como a Póvoa pode ter.


Por tudo isto, em nome dos animais que são ainda torturados na Praça de Touros da Póvoa de Varzim – sendo inclusivamente de destacar que a própria actividade tauromáquica nesta cidade está muitíssimo reduzida fruto do desinteresse e da condenação pública a que esta violenta actividade está sujeita –, venho pedir a V. Ex.ª que, à semelhança do que fez o Conselho Municipal de Barcelona, em Espanha, declarem a Póvoa de Varzim a primeira Cidade Anti-Taurina de Portugal, estabelecendo o bom exemplo que a sociedade portuguesa e a maioria da população da Póvoa de Varzim aplaudiriam. Apelo ainda a V. Ex.ª que, no quadro desta medida, possam encorajar o proprietário da praça de touros a transformar aquela arena num espaço de espectáculos, eventos e exibições de arte, cultura e entretenimento não-cruéis. Mais uma vez, a dar o (bom) exemplo.


Pela minha parte, sei que, quando a Póvoa de Varzim estiver livre de touradas e espectáculos afins, quererei visitar esta cidade muitas mais vezes do que de outro modo admitira fazê-lo, e para conhecer o que a cidade tem de melhor – sem ter que me voltar a preocupar com o choque que o sacrifício de animais em espectáculos tauromáquicos me traria ao visitar a Póvoa.


Ficando a aguardar uma resposta de V. Ex.as,


Com os melhores cumprimentos,


Nome:


Cidade:


E-mail:


Animal.org.pt :: Pelo fim das touradas em Portugal, na Europa e em todo o mundo

publicado por edito às 15:13
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4 comentários:
De 3BPt a 27 de Julho de 2005 às 12:51
Viva Mano Vitor! Eu acho que pouco a pouco e sem se insultar quem faz touradas é possível ir-se mudando a situação, pois ninguém quer ver os animais sofrer. Bigadao por também tu estares a ajudar. Viva Mana Bia! A esmagadora maioria dos portugueses não vêem nada de especial nas touradas, a paixão de Portugal é o futebol. Depois posso inserir o teu blog aqui na lista do Budismo Buda Blog? Paz!


De Bia a 26 de Julho de 2005 às 23:12
Não podemos desistir. Tenho esperança que os portugueses com o tempo vão perceber que não pode haver divertimento à custa do sofrimento dos animais. Estas manifestações vão pôr os mais fanáticos a pensar.


De Vtor S @ BIFE RadioShow a 26 de Julho de 2005 às 16:26
Obrigado por divulgares esta nobre causa! Eu também tenho divulgado tal causa no BIFE RadioShow e, claro, não faltei à Manifestação na Póvoa de Varzim. Keep Up The Great Work! P'los Animais, Vítor

(( BIFE RadioShow @ Trofa FM 107.8 Grande Porto e Litoral Norte, aos domingos, nunca antes das 22 e nunca depois das 24 horas ))


De Raquel a 9 de Maio de 2008 às 22:52
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978

Preâmbulo

Considerando que todo o animal possui direitos,
Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza,
Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo,
Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros,
Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante,
Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,
PROCLAMA-SE O SEGUINTE:

Artigo 1º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º

1 - Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2 - O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
3 - Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

Artigo 3º

1 - Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.
2 - Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º

Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
1 - Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º

Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
1 - Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º

Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
1 - O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.

Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º

A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
1 - As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º

Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

Artigo 10º

Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
1 - As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º

Todo o acto que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

Artigo 12º

Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
1 - A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º

O animal morto deve de ser tratado com respeito.
1 - As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º

Os organismos de protecção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
1 - Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.




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